"Tropicália" - Hélio Oiticica,1967.
Escolhi este pavilhão, primeiro porque a maioria das pessoas escolheria um pavilhão mas recente, e segundo porque acho que ele sintetiza bem o conceito de anti-positivismo.
"Tropicália" é uma das obras do Oiticica de uma série intitulada "Penetráveis", que começa a ser pensada a partir dos "Parangolés" em meados da década de 60. Os tarbalhos de Oiticica são reflexos do Morro da Mangueira, onde frequentou e decifrou os movimento das favelas, que foram transportados para suas obras, principalmente os "Penetráveis".
Para Oiticica as favelas são espaços labirínticos onde se necessita de uma dança, não como o balé, mas uma dança improvisada sem um ritmo regular, para percorrer este espaço fragmático, e é isso que Oiticica agrega em suas obras.
A obra "Tropicália", a meu ver é uma sinteze de todas estas observações feitas por Oiticica, no tempo em que frenquentou o Morro da Mangueira.
Uma das explicações que Oiticica faz sobre "Tropicália" é a de que ele queria se apropiar de lugares reais onde ele se sentia vivo.

O que torna "Tropicália" uma sintese do anti-positivismo, são as possibilidades, as múltiplas experiências relativas à imagem, ao tato, o uso de tecidos de diversas estampas e texturas, o caminhar descalço por sobre a areia, a brita e a água, experimentando sensações semelhantes às vivenciadas nas favelas.
referência: JACQUES, Paola Berenstein. Estética da ginga: a arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica. 3.ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.
referências:
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